
Climatério e Menopausa
Menopausa é o nome dado à interrupção natural da menstruação, causada pela falta da produção dos hormônios estrogênio e progesterona pelos ovários. O período da vida da mulher que engloba a menopausa, iniciando a partir dos 45 anos e que vai até por volta de 65 anos, é chamado de Climatério.
Nesta fase, os ovários reduzem a produção de estrogênio e progesterona, que são os hormônios que regulam a menstruação, a fertilidade vai diminuindo, entre outras importantes alterações.
Nesta fase, começa a haver alteração no período menstrual, com ciclos mais longos ou mais curtos, mais ou menos frequentes. Após alguns anos, virão as falhas no ciclo menstrual.
Nem sempre a menopausa acontece naturalmente ou no tempo esperado. Há a chamada menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos. Nestes casos, nem sempre a causa é conhecida. Pode ser uma questão genética, autoimune, infecciosa ou também por efeito de tratamentos como radioterapia, quimioterapia ou em decorrência de cirurgias.
Seja como for, é importante procurar um médico ao sinal de irregularidade no ciclo menstrual, especialmente se acompanhado de outros sintomas.
É possível que muitas mulheres atravessem este período sem a necessidade de qualquer intervenção, pois a menopausa é um processo natural do organismo feminino. Há, ainda, algumas dicas que podem auxiliar por meio de mudanças simples nos hábitos de vida, incluindo a prática de atividade física e a inclusão de alguns alimentos no cardápio.
Em outros casos, pode ser necessária a terapia hormonal, popularmente conhecida como reposição hormonal. Este tratamento é especialmente indicado para a redução dos fogachos, por meio da administração de estrógeno ou da combinação de estrógeno e progesterona.
Esta reposição só pode ser feita com indicação de médico especialista, e após a realização de exames específicos, avaliação de histórico de saúde e antecedentes familiares.
Contraindicações
A reposição hormonal é contraindicada em mulheres que já sofreram infarto ou com comprometimento das artérias coronárias, que possuam doença no fígado, com histórico de câncer de mama, de endométrio, doença vascular cerebral (AVC) ou hipertensão arterial não-controlada.
Para estes casos, há opções de terapias não hormonais, incluindo fitoterápicos, homeopatia e acupuntura.
De olho no cardápio
Uma dieta rica em cálcio e vitamina D pode trazer diversos benefícios para a saúde, além de auxiliar a atravessar com mais conforto alguns dos sintomas do climatério. Por isso, lembre-se sempre de incluir em sua rotina alimentos como:
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Grãos, como amêndoas, nozes, castanhas e pistache
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Folhas verdes escuras, como brócolis e couve-manteiga
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Leite desnatado e derivados
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Peixes, especialmente atum, salmão e sardinha
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Soja e derivados, como o tofu
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Inhame
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Grão de bico
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Suco de cranberry
Para reduzir outras queixas, há dicas específicas que poderão proporcionar mais conforto. Confira:
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Calor da menopausa: por conta da queda dos níveis de estrógeno no corpo, a sensação de calor e intensificação da sudorese podem ser amenizadas com o uso de roupas leves e confortáveis, optando por tecidos feitos de algodão ou próprios para a prática esportiva, evitando os tecidos sintéticos e as roupas mais justas. A atividade física, inclusive, é excelente aliada para melhorar as ondas de calor e aumentar o bem-estar.
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Queda de colágeno: a redução da produção de colágeno nesta fase pode levar ao surgimento mais acelerado de rugas, queda de cabelo e enfraquecimento das unhas. Evite banhos muito quentes e mantenha a pele bem hidratada. O filtro solar, mesmo no inverno ou para ficar em casa, é indispensável, principalmente no rosto e nas mãos.
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Relações sexuais: as queixas aqui estão relacionadas à queda da libido e redução da lubrificação, efeitos da perda da elasticidade do canal vaginal, queda de colágeno e afinamento da pele na região genital. Para todas estas questões, o médico ginecologista poderá sugerir lubrificantes específicos ou outras alternativas para contornar o desconforto.
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Ansiedade, insônia e depressão: no climatério, diversas questões físicas e psicológicas poderão interferir no dia a dia da mulher, levando a uma série de questionamentos. Não é raro que surjam dificuldade para dormir, mudanças de humor, instabilidade emocional e outras questões que não devem ser minimizadas. Novamente, são assuntos que devem ser levados ao consultório do médico, que apresentará opções de tratamentos ou, quando necessário, indicará outros profissionais para um atendimento multidisciplinar.
A mulher na pós-menopausa
Após a menopausa, a mulher torna-se mais suscetível a algumas doenças que merecem atenção redobrada. A incidência de doença cardiovascular aumenta nesta faixa etária, assim como o risco de fraturas pela perda de densidade óssea.
As infecções urinárias também podem se tornar mais comuns, assim como a perda involuntária de urina, pelo enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico e dos tecidos da vagina e uretra.
Ainda, os crescentes índices de obesidade são um problema que traz, junto dele, diversas outras questões importantes, que podem e devem ser prevenidas.
Exercícios físicos regulares, uma dieta equilibrada, manter consultas e exames de rotina em dia e comunicar ao médico qualquer alteração que esteja trazendo desconforto são o princípio para manter a saúde e seguir com disposição nesta nova etapa da vida.
