Agosto Lilás | Mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher

A violência contra a mulher tem dados, tem leis, tem campanhas. Mesmo assim, em 2025 o Brasil registrou 1.568 feminicídios, o maior número desde que o crime foi tipificado, em 2015. O aumento foi de 4,7% em relação ao ano anterior.
Para cada feminicídio, o país registrou 2,7 tentativas, 38,7 casos de violência psicológica, 182,2 agressões físicas e 501,9 ameaças. Com um total de 84.388 pessoas vítimas de estupro, temos a triste marca de um crime a cada 6 minutos.
Os números crescem porque a violência segue sendo normalizada, minimizada, invisibilizada. A lei existe, mas a proteção não chega.
O consultório ginecológico é, muitas vezes, um espaço no qual a mulher em situação de violência se permite aparecer. Isso traz ao médico ginecologista e demais profissionais de saúde que atuam no atendimento à mulher uma responsabilidade que vai além do exame clínico.
Esse olhar atento não pode parar na porta do consultório. Ele precisa existir também dentro dos ambientes de trabalho, junto à colega que chega cabisbaixa, na profissional que se isola. Os sinais são muitas vezes sutis, aparecem no dia a dia, mas merecem atenção, acolhimento, escuta e apoio.
A violência contra a mulher é um problema de saúde pública. Combatê-la é responsabilidade de todos, dentro e fora do consultório.
Se você está em situação de violência ou conhece alguém que está, estes números podem salvar vidas:
📞 Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher, 24h, gratuito e sigiloso
📞 Ligue 190 - Polícia Militar, emergências
Você não está sozinha. Pedir ajuda é um ato de coragem.




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