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Câncer em mulheres, prevenção e diagnóstico precoce: o papel essencial do ginecologista

Foto do escritor: Monica Kulcsar
Monica Kulcsar
27 de nov. de 2025
2 min de leitura
Mesa de médico e as mãos do médico, da paciente e de um acompanhante sobre a mesa
27 de novembro é Dia Nacional de Combate ao Câncer

Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro, é importante reforçar a importância de olhar com atenção para os tipos de câncer que mais atingem as mulheres, em especial o câncer de mama, de colo do útero e o câncer de ovário. Apesar de avanços significativos no diagnóstico e tratamento, a prevenção e o acompanhamento regular continuam sendo as principais armas para reduzir a mortalidade e ampliar as chances de cura.

 

Segundo o médico ginecologista Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, o cuidado contínuo faz toda a diferença. “Quando falamos em câncer ginecológico, a maior aliada da mulher é manter a rotina de consultas periódicas ao médico ginecologista. Muitos tumores têm evolução silenciosa e só conseguimos identificá-los precocemente mantendo o acompanhamento regular”, explica.

 

A data é também um convite para reforçar a importância da informação, do autocuidado e do diálogo aberto com profissionais de saúde.“Mais do que lembrar o câncer, esse dia deve nos lembrar da vida. A prevenção é o caminho mais eficaz para proteger as mulheres e permitir que cada uma viva com mais saúde, autonomia e tranquilidade”, lembra o Dr. Alexandre.

 

Câncer de mama: atenção aos sinais e rastreamento


O câncer de mama é o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e o rastreamento por mamografia é o principal exame solicitado pelo médico.“A mamografia não deve ser vista apenas como mais um exame, mas sim como uma importante ferramenta de proteção. Em muitos casos, ela detecta tumores em estágios iniciais, quando não há qualquer sintoma”, destaca o Dr. Alexandre.


Câncer de colo do útero: prevenção desde a infância


Este é um dos tipos de câncer com grande possibilidade de prevenção graças ao rastreamento com o exame de Papanicolau e a vacinação contra o HPV. Segundo o Dr. Alexandre, com mais informação, ainda é possível reduzir muito os números registrados atualmente no país.

 

“O HPV está por trás da maioria dos casos de câncer de colo do útero. A vacinação é segura, eficaz e deve ser amplamente incentivada. É uma oportunidade real de evitar a doença nas próximas gerações”.

 

Câncer de ovário: o desafio dos sintomas discretos


Menos frequente, mas altamente desafiador, o câncer de ovário costuma ser diagnosticado tardiamente por apresentar sinais vagos, como inchaço abdominal, constipação ou desconforto pélvico.“É justamente o caráter silencioso que torna o acompanhamento ginecológico tão importante. Exames periódicos podem identificar alterações suspeitas antes que o tumor avance”, orienta o especialista.

 

Prevenção: o que toda mulher pode fazer


Além de manter consultas periódicas, adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle do peso e redução do consumo de álcool, contribuem para diminuir o risco de vários tipos de câncer.

 

O Dr. Alexandre Rossi reforça que a prevenção não se resume aos exames: “Cuidar da saúde é um conjunto de atitudes. Quando a mulher conhece seu corpo, entende seus riscos e busca orientação qualificada, ela se torna protagonista do seu bem-estar”.

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